O açaí contém as vitaminas A, B, E, e minerais como o cálcio e o potássio em alta dosagem. É rico em lipídios e fibras, além de proteínas e ferro. Possui valor calorífico superior ao do leite de gado, e com teor de glucídios duas vezes maior. No Pará são consumidos cerca de 400 mil litros de açaí por dia. Um número maior que o consumo de leite de gado: em torno de 200 mil litros por dia. Autoridades médicas e nutricionistas afirmam o seu alto poder energético. E análises constatam a existência de gorduras saudáveis na sua composição. Por tudo isso, é considerada uma planta medicinal e uma fonte alternativa de energia. Utilizado em shampoos e condicionadores, proporciona o enriquecimento efetivo dos cabelos.
A cera extraída do cupuaçu, quando aplicada na pele ou nos cabelos, forma uma película protetora que dificulta a evaporação da água, atuando como emoliente suavizante e hidratante, com amplas propriedades regenerativas. É usada em ressecamentos, devido o seu alto poder de umectância e lubrificação. Pode absorver até trezentas vezes o seu peso em água, sendo inclusive aplicada como curativo de queimaduras graves.
A castanha do Pará contém as vitaminas A, B, C, D, E, F, PP, minerais como o Cálcio, o Fósforo e o Potássio, proteínas em grande percentual e Ferro. A ingestão de três castanhas por dia é o bastante para suprir o organismo das substâncias necessárias para a sobrevivência. É considerada a carne vegetal mais completa, segundo a classificação do cientista e naturalista italiano Botazzi. É também muito usada pelos caboclos para clarear os cabelos. No corpo aplicam o seu óleo bruto em massagens, para evitar estrias e amaciar a pele.
É também chamada de copaiva ou copahu (Kupa'iwa ou Kupa'u, na língua Tupi). Observando os animais, os índios constataram que, quando feridos, se esfregavam no tronco de uma árvore de andiroba. Os nativos o usavam nos umbigos dos recém-nascidos, para evitar o "mal-dos-sete-dias", e os guerreiros, ao voltar de suas lutas, untavam o corpo com o óleo, para curar as lesões sofridas. Estudos demonstram que esse uso é plenamente justificado. Diversas avaliações confirmam o óleo de copaíba como antiinflamatório, cicatrizante e bactericida. Algumas pessoas chegam a qualificar a copaíba como a "Fonte da Juventude", e esperam que a ciência algum dia revele o que os caboclos preservaram como relíquia. São conhecimentos encontrados há milênios dentro dos baús da sabedoria amazônica, e que, um dia, virão à tona para presentear aos homens de todas as raças.